Programa de Apoio às Unidades de Conservação Públicas

Embora seja a campeã em número de áreas protegidas públicas e privadas, com 684 dessas unidades, a Mata Atlântica não possui um cojunto de Unidades de Conservação suficiente para a manter porções significativas de sua biodiversidade à longo prazo. São áreas protegidas de tamanho reduzido para uma população viável de várias espécies, sendo que essas unidades representam menos de 2% da cobertura do bioma, enquanto somente 21% dos remanescentes encontram-se protegidos.

A falta de iniciativas que garantam a proteção e o manejo adequado dessas áreas também é um desafio. Nesse cenário, entidades civis desempenham um importante papel no suporte técnico e político para a criação e consolidação de áreas protegidas, contribuindo de maneira complementar às iniciativas dos governos federal e estaduais. Entre essas iniciativas apoiadas por organizações não-governamentais estão a produção de mapas e dados estatísticos sobre desmatamento, análise das ameaças que contribuem para a perda de biodiversidade, realização de inventários biológicos e elaboração de planos de manejo.

Em 2004, a Conservação Internacional realizou, um estudo sobre o status de 105 espécies de vertebrados ameaçados e endêmicos da Mata Atlântica, bem como sua distribuição. A análise mostrou que 54 dessas espécies encontram-se totalmente desprotegidas pelo atual sistema de Unidades de Conservação.

Diante desse cenário, a Fundação SOS Mata Atlântica, CI-Brasil e a The Nature Conservancy vêm discutindo sobre a criação de uma Iniciativa para as Áreas Protegidas da Mata Atlântica, com o objetivo de garantir a sustentabilidade de um conjunto de Unidades de Conservação consideradas prioritárias no bioma. A iniciativa envolve o estabelecimento de parcerias que possibilitem o manejo e o financiamento efetivo à estas unidades.

A meta é consolidar 600 mil hectares de atuais e novas áreas protegidas públicas em regiões prioritárias para a conservação da Mata Atlântica - dentre elas os Corredores de Biodiversidade Central , da Serra do Mar, do Nordeste, além da Ecorregião Florestas com Araucária. As instituições tem trabalhado pelo estabelecimento de um Programa de apoio a projetos para estas UCs, com recursos provenientes de investidores privados, de fundos de compensação e da parceria com governos estaduais e federal.