Pacto Murici

Um bloco bem delimitado de florestas localizados na Ecorregião denominada Florestas Costeiras de Pernambuco marca a área de atuação do Pacto Murici, uma aliança de oito organizações lançada em 2004 para conservar a biodiversidade da Mata Atlântica do Nordeste. Apesar da denominação, os fragmentos florestais que compõem esta Ecorregião estão situados nos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, contendo grande parte das espécies endêmicas da Mata Atlântica, com 68% das espécies de aves do bioma e cerca de 8% da flora de plantas vasculares.

Tamanha riqueza biológica não é acompanhada por ações de conservação e gestão dos recursos naturais, já que a Mata Atlântica do Nordeste está reduzida a menos de 5% de sua cobertura original, com Unidades de Conservação insuficientes para sua proteção. Embora pequenos, os fragmentos florestais guardam uma grande biodiversidade, o que levou à principal proposta do Pacto Murici, de redução da perda florestal e extinção de espécies no futuro, criando novos padrões de atuação na região.

O Pacto é composto pelas entidades Birdlife International (BI); Centro de Estudos e Pesquisas Ambientais do Nordeste (CEPAN); Aliança para Conservação da Mata Atlântica (Conservação Internacional e Fundação SOS Mata Atlântica); Instituto Amigos da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (IA-RBMA); The Nature Conservancy (TNC); Sociedade Nordestina de Ecologia (SNE) e WWF-Brasil.  O objetivo principal do Pacto é catalisar ações e recursos para conjuntamente reverter o quadro de desmatamento e degradação da biodiversidade e criar formas de restaurar o funcionamento da paisagem e o desenvolvimento sustentável.

As organizações estão hoje representadas pela ONG Associação para Proteção da Mata Atlântica do Nordeste (Amane), braço institucional da iniciativa para projetos que unam esforços em torno do grande objetivo comum, atraindo outros parceiros dos setores públicos e privados.