Gerenciamento Integrado de Microbacias do Norte-Nordeste

Vinte e dois municípios que juntos compreendem cerca de 30% da população rural do estado do Rio de Janeiro compõem a região Norte e Noroeste fluminense. Os indicadores sócio-econômicos das duas regiões não merecem comemoração, contendo os piores índices de desempenho do estado, associados a precárias condições de vida e problemas ambientais diversos. O forte vínculo das economias municipais com o setor agropecuário implica em práticas agrícolas inadequadas para o meio ambiente, contaminação do solo e das águas por agrotóxicos, processos de erosão, além da ausência de infra-estrutura de saneamento básico.

Dar sustentabilidade à produção agrícola, aliviando a pobreza rural e recuperando a fertilidade do solo nessas regiões são, portanto, os objetivos diretos do projeto “Gerenciamento Integrado de Agroecossistema em Microbacias do Norte-Noroeste Flunimense”, programa executado com recursos do GEF e liderado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento, Pesca e Desenvolvimento do Interior do Rio de Janeiro - SEAAPI, por intermédio de sua Superintendência de Microbacias Hidrográficas, com a participação democrática das instituições envolvidas no processo.

A abordagem local, de promoção de sistemas de manejo integrado de ecossistemas em áreas rurais, está relacionada ainda à busca de benefícios globais, como diminuição das ameaças à biodiversidade e aumento dos estoques de carbono na paisagem agrícola.

Para isso, as principais ações do projeto são: formulação de políticas para regulamentação de condutas no uso sustentável dos recursos naturais nas microbacias hidrográficas selecionadas; incentivo à assistência técnica e investimentos em pesquisa para canalizar fundos a pequenos produtores rurais visando a adoção de práticas conservacionistas; e apoio à organização rural para auto-gestão dos recursos naturais, via novos modelos de organização comunitária.

À CI, cabe atuar nos diagnósticos das sub-bacias, coordenar o monitoramento e avaliação da biodiversidade nessas áreas, elaborar estudos de conservação e treinar executores nas estratégias de uso sustentável da biodiversidade, ao longo do período definido para o projeto, de 2005 a 2010.